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Mais de 2 mil piauienses contraíram hepatite nos últimos cinco anos

Em 2015, o Piauí registrou 240 casos de hepatites. Do total, 29 foram identificados como hepatite A, 45 como hepatite B, 66 da hepatite C e um caso do tipo B+C. Os demais estão em investigação. Em 2014, foram notificados 281 casos. Os dados são apresentados no Boletim Epidemiológico das Hepatites do Piauí, segundo a Gerência de Vigilância e Atenção à Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo o Boletim, entre os anos de 2010 e 2015 os casos de hepatite prevaleceram entre pessoas do sexo masculino, . Já em relação à faixa etária, nesse mesmo período de tempo, o maior número de notificações foi entre pessoas de 20 a 34 anos de idade. Ao todo, 2.153 pessoas foram diagnosticadas com algum tipo de hepatite.

Para a gerente de Vigilância em Saúde, Miriane Araújo, as informações presentes no boletim têm como objetivos subsidiar o planejamento e o aprimoramento das ações de atenção, prevenção e vigilância das hepatites virais no Piauí, bem como apontar a necessidade de aperfeiçoamento da qualidade das informações em saúde à luz dos critérios preconizados e também de esclarecer a população sobre a necessidade do combate as hepatites virais.

Mundialmente, estimam-se pelo menos 400 milhões de pessoas infectadas cronicamente pelos vírus das Hepatites B e C; além de 1,4 milhão de pessoas infectadas anualmente pelo vírus da Hepatite A.

As hepatites virais crônicas, inicialmente silenciosas, demoram vários anos para desenvolver complicações. Acredita-se que 57% dos casos de cirrose hepática e 78% dos casos de câncer hepático estão diretamente relacionados aos vírus das hepatites B e C. Por fim é estimado 1,5 milhão de mortes relacionadas às hepatites virais.

Diagnóstico e tratamento

Em Teresina, a realização de testes que diagnosticam as hepatites B e C é feita gratuitamente, no Centro de Testagem e Acolhimento(CTA), que funciona na Rua 24 de Janeiro, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h45 e nas sextas, de 8h às 11h, e das 11h as 13h expediente interno.

Com o diagnóstico positivo-reagente, o tratamento das hepatites pode ser feito no Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela e Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo.  Já o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (HEMOPI) acompanha exclusivamente os casos de B e C.

Hepatite A

É a hepatite mais comum. Geralmente é assintomática em crianças, mas geralmente sintomática em adultos. A transmissão transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra. A detecção da hepatite A se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a Hepatite A. A melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

Hepatite B

Do ponto de vista clínico é bem tolerada, assim como a hepatite A, mas pode acarretar consequências para o organismo e para o fígado e outros órgãos anexos (hepatite crônica, cirrose, hipertensão do sistema venoso portal, hiperesplenismo, etc). O indivíduo se contamina por tatuagens ou relações sexuais com indivíduos portadores do vírus. De um modo geral, cerca de 90% dos infectados pelo vírus da Hepatite B se recuperam de sua fase aguda e os restantes 10% sofrem consequências graves.

Hepatite C

É transmitida por via sanguínea, não havendo evidências seguras de sua transmissão salivar ou pelo sêmen. Suas manifestações ocorrem entre duas semanas a seis meses. Em 45% dos pacientes a hepatite C torna-se crônica e metade deles evoluem para cirrose, se não tratados a tempo. A exemplo da Hepatite B, a hepatite C também pode levar ao câncer hepático após longos anos de evolução. Sua mortalidade se associa mais às mulheres.

Campanha mundial – Hepatite Zero

Uma campanha mundial realizada no período de 25 a 31 de julho promove a Semana Hepatite Zero com foco na erradicação da doença. Em todo mundo as hepatites virais têm causado grande impacto na população e nos sistemas de saúde.

A doença que age de forma silenciosa e nem sempre apresenta sintomas trata-se de uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B, C, D e E, sendo a E mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem.

Fonte: Sesapi

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