O Piauí acompanha a tendência nacional de redução nos casos de celulares roubados e furtados, mas segue no mesmo ritmo o crescimento dos golpes digitais aplicados por meio desses aparelhos, como fraudes no Pix, troca de senhas bancárias e contato de falsas centrais de atendimento. O cenário apontado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgado na última semana, reforça um movimento também observado em outros estados: enquanto o crime de rua recua, a fraude digital ganha espaço.
Em 2025, o estado registrou uma média de três golpes por dia, totalizando 1.125 casos contra 888 em 2024, aumento de 26,4%. Em todo o Brasil, foram 2.261.055 golpes no mesmo ano, alta de 20,6% em relação a 2024.
Segundo o levantamento, os criminosos recorrem à engenharia social, conjunto de técnicas usadas para convencer a vítima a revelar dados, instalar aplicativos, entregar cartões ou fazer transferências. Em vez de burlar sistemas de segurança, o golpista explora emoções como medo, urgência ou expectativa de ganho, fazendo a própria vítima executar uma operação que parece legítima.
Um relatório da BioCatch, divulgado em abril deste ano e que analisa a tendência na América Latina, usou como base dados de 36 instituições financeiras que atendem mais de 300 milhões de clientes na região, incluindo o Brasil. O estudo apontou expansão das fraudes por engenharia social, com crescimento de 155% nas tentativas de golpe no continente apenas no último ano.
Os golpes mais comuns
Clonagem ou troca de cartão: dados capturados por páginas falsas, maquininhas adulteradas ou vazamentos, usados depois em compras não autorizadas. Na troca, o criminoso substitui o cartão da vítima por outro semelhante durante uma compra.
Golpe do WhatsApp: o golpista se passa por um contato conhecido, geralmente com número trocado, e pede dinheiro com urgência. Em outros casos, assume o controle da conta real após obter o código de verificação.
Falsa central bancária: ligações ou mensagens informando compras suspeitas ou invasão da conta induzem a vítima a passar senhas, instalar programas de acesso remoto ou transferir valores para uma suposta conta segura.
Golpe do Pix: engloba fraudes que usam o Pix para transferência rápida dos valores, como falsos conhecidos, vendas inexistentes, comprovantes adulterados e QR Codes ou chaves substituídas.
Uso indevido de CPF via SMS: mensagens sobre pendências no CPF levam a páginas fraudulentas ou contatos falsos, onde a vítima fornece dados pessoais e bancários.
Leilão ou loja falsa: páginas e perfis simulam lojas ou leilões legítimos com preços abaixo do mercado. Após o pagamento, o produto não é entregue e o anunciante desaparece.
Com informações de: O DIA PIAUÍ
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