A Justiça do Piauí determinou que as duas acusadas pelo assassinato de Tainah Luz Brasil, filha do jornalista Marcelo Rocha, vão a Júri Popular no dia 21 de outubro, quatro anos após a morte da vítima.
No banco dos réus vão estar Fernanda Maria Lobão e Geovana Thais Vieira, acusadas pelo assassinato.
Tainah Luz Brasil Rocha foi morta no dia 16 de maio de 2022 após ser esfaqueada em uma residência no bairro Mocambinho, zona Norte de Teresina. Ela morava em Curitiba e estava na capital piauiense visitando a família. A família de Tainah informou que ela estava na casa de uma colega quando houve uma discussão e foi golpeada com pelo menos 10 facadas.
Pai de Tainah, Marcelo Rocha, destacou que desde o assassinato de Tainah a família sofre com a perda e busca justiça.
“A justiça decidiu agora dar início de fato, a justiça. Aguardamos esse júri, esperamos que o Ministério Público, os advogados e os filiados do Ministério Público possam fazer um trabalho que tenha uma resposta positiva da população, do júri, e que possa fazer com que as acusadas sejam definitivamente condenadas pela morte da minha filha. A gente fica feliz, mas a felicidade seria melhor se ela tivesse viva conosco, dando aquele cheiro que a gente tem de pai com filha”, disse Marcelo Rocha.
O Crime
O Ministério Público do Estado (MPE) ofereceu denúncia contra Geovana Thais Vieira da Silva e Fernanda Maria Lobão por homicídio qualificado da analista de sistema Tainah Luz Brasil. A jovem de 27 anos foi morta a facadas no dia 14 de maio de 2022, quando estava em uma residência localizada no bairro Mocambinho, na zona Norte de Teresina.
Geovana contou durante audiência de instrução e julgamento que as três estavam bebendo no local onde o crime aconteceu. Em determinado momento, teria presenciado uma briga entre Tainah e Fernanda, momento em que tentou separá-las e, não conseguindo, usou uma faca que estava no cômodo onde ocorreu a discussão.
“Eu não estava na hora que elas estavam brigando, só vim saber o motivo pelo qual elas estavam brigando no dia seguinte […] Agi em desespero, porque a Tainah se debatia, chutava e enforcava. Ela estava muito agressiva, só quis tirar ela de cima da Fernanda”, declarou Geovana na .
Mesmo com o laudo da perícia criminal, que apontou 13 facadas desferidas contra Tainah, Fernanda disse suspeitar que a morte da jovem não tenha relação com a agressão.
Já o promotor João Mendes Benigno Filho disse que o crime teve a participação de duas pessoas.
“Foi feito estudo e análise da peça investigatória, chegamos à conclusão que pelo laudo cadavérico, no corpo da Tainah havia mais de 13 perfurações, e cortes. Uma pessoa só jamais teria usado o corpo da Tainah para tamanha violência e no cenário do crime estavam as duas”, disse o promotor João Benigno.
Para o promotor as marcas no corpo da vítima provam que houve a participação das duas. “Fernanda tinha um corte [no braço] que não era profundo. Tainah tinha mais de 13 agressões, e teve uma perfuração profunda na coluna vertebral. Olha, se tem uma furada nas costas, é porque a Tainah estava de frente para a agressora e por trás foi agredida. Então quem agrediu por trás? Por isso oferecemos a denúncia contra as duas, para que durante a instrução, o Ministério Público prove que as duas foram as autoras desse bárbaro homicídio”, destacou.
O crime teria ocorrido, porque a vítima teria flertado com a ex-namorada, mas segundo o promotor, não ocorreu nada que justificasse as agressões que a vítima sofreu, que teriam sido iniciadas por Geovana.
Com informações de: CIDADE VERDE
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