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8 de Janeiro: relembre atentado golpista que marcou a história política do Brasil – O que foi o 8 de janeiro?

No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, sendo elas: o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.

O ato aconteceu uma semana após a posse do novo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e foi justificado como um protesto.

Durante a invasão, obras de arte, vidros, computadores, móveis, documentos, armas de choque e outros objetos foram depredados ou roubados.

Quase uma hora após a invasão, as forças de segurança conseguiram conter as pessoas envolvidas e começar a desocupação dos prédios. Foram mobilizadas tropas da cavalaria, Polícia Federal e Militar. Os espaços foram totalmente esvaziados duas horas depois.

De acordo com o Congresso Nacional, o STF e o Palácio do Planalto, foram estimados mais de 20 milhões para cobrir os prejuízos.

No dia 25 de maio de 2023 foi instaurada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pelo Congresso, para investigar os possíveis responsáveis.

Durante o encerramento do julgamento do último núcleo da ação penal, que ocorreu no dia 16 de dezembro de 2025, 810 pessoas haviam sido condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os condenados, 395 foram por crimes graves, 415 por crimes mais leves e 14 absolvições. Ainda tramitam 346 ações penais. Ao todo foram autuadas, 1734 ações penais relativas aos atos de 8 de janeiro, sendo pelos crimes de multidão, financiamento, defesa de golpe militar e acampamentos.

Entre os tantos condenados pelos atos ocorridos no dia 8 de janeiro, alguns repercutiram mais, como foi o caso de Alessandra Farias, uma empreendedora, proprietária de lanchonetes em Cuiabá (MT) e Vitória da Conquista (BA), que ficou seis meses presa.

Um vídeo de Alessandra abraçando os filhos ao sair da prisão repercutiu nas redes sociais, e foi altamente compartilhado como uma cena emocionante que retratava como os condenados foram injustiçados.

Outro caso que repercutiu muito foi o do batom na estátua, protagonizado pela cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos.

Utilizando de um batom, Débora, que é natural de Irece, na Bahia, vandalizou a estátua “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, que fica em frente a sede do STF.

Na época, o Ministro Alexandre de Moraes, alegou que Débora não apenas participou do ato, mas “revelou desprezo para com as instituições republicanas” ao apagar registros do próprio celular, em tentativa de ocultar provas de sua participação nos atos.

Além disso, os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 foram o estopim das discussões sobre anistia e dosimetria no Brasil.

A partir das condenações, surgiram no Congresso propostas que defendem desde o perdão total das penas até a flexibilização de sua aplicação.

As iniciativas provocaram forte reação de juristas, do governo e de setores da sociedade civil, que passaram a organizar protestos em diversas capitais contra qualquer forma de anistia aos participantes dos ataques.

Para esses grupos, reduzir ou extinguir punições representa um risco de enfraquecimento institucional e de estímulo à repetição de ações antidemocráticas, mantendo o tema no centro do debate político e jurídico naciona

FONTE MEIO NORTE

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