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Médicos do Estado iniciam paralisação de 72 horas

Os médicos servidores do Estado do Piauí iniciaram hoje paralisação por 72h. A categoria cruzou os braços às 00h de hoje (28) e deve voltar aos hospitais a partir da meia-noite do dia 30. Durante a paralisação, só serão atendidos casos de urgência e emergência.

A categoria está mobilizada em todo o estado. Não serão feitas consultas, exames e cirurgias eletivas (que podem ser remarcadas). Como nas cidades do interior do Piauí os atendimentos são em sua maioria de urgência e emergência, a paralisação terá mais impacto na capital e em polos como Parnaíba, Floriano e Picos.

Os médicos do Piauí reivindicam a o cumprimento de acordo firmando entre o Simepi (Sindicato dos Médicos do Piauí) e o Governo do Estado ainda no ano passado. A categoria pedia que o piso de salário estadual fosse equiparado ao piso nacional. No momento, médico em início de carreira recebe R$ 9.395,00, enquanto o piso nacional é estipulado em R$ 12.993,00 em 2016.

O acordo firmado após a negociação foi de que o reajuste fosse feito em três etapas, sendo atualizado na data base de maio, em 2016, 2017 e 2018. De acordo com Simepi, o reajuste não foi feito, e os médicos voltaram a dialogar com o Estado. Após negociações, o secretário de Saúde teria dito que não seria possível pagar o aumento, por conta da crise nas contas públicas.

A categoria então se reuniu em assembleia, no último dia 21, e decidiu pela paralisação de 72 horas. Na quinta-feira (30), os médicos farão nova assembleia para decidir que rumos tomar após o fim do período.

Atendimento nos hospitais

Os serviços de urgência e emergência continuam atendendo a população, para que nenhum usuário seja prejudicado.

O atendimento aos usuários do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, Hospital do Mocambinho, Maternidade Dona Evangelina Rosa, Hospital Areolino de Abreu, Hospital Infantil Lucídio Portella e Hospital da Polícia Militar estão funcionando com 30% do atendimento médico, como previsto por lei e será remarcado um novo atendimento, após a paralisação.

No Hospital Getúlio Vargas (HGV), com a paralisação dos médicos, estima-se que 100 cirurgias serão canceladas no período.

Reagendamento de consultas no HGV

Consultas de 28 de junho – remarcadas para 19 de julho

Dia 29 de junho – para dia 20 de julho

Dia 30 de junho – para o dia 21 de julho

Edição: Nayara Felizardo
Por: Andrê Nascimento (Estagiário)

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